Previdência privada tem duas decisões que valem mais que a rentabilidade: o tipo de plano e a tabela de tributação. Explicamos as duas antes de você assinar — e sem vender fundo próprio, porque não temos um.
Previdência privada é um plano de acumulação de longo prazo para complementar o INSS. Duas decisões são tomadas na contratação: PGBL, que permite deduzir até 12% da renda bruta anual tributável, ou VGBL, em que o imposto no resgate incide apenas sobre o rendimento; e a tabela de tributação, progressiva ou regressiva.
Previdência privada costuma ser vendida na boca do caixa, em cinco minutos, com foco na rentabilidade projetada. E rentabilidade é justamente a variável que ninguém controla.
O que dá para controlar são três escolhas feitas na assinatura, e elas definem quanto do seu dinheiro chega ao fim:
Um plano com taxa alta e tabela errada entrega muito menos que um plano mediano bem escolhido. É por isso que essa conversa vem antes da conversa sobre fundo.
Permite deduzir as contribuições da base de cálculo do imposto, até 12% da renda bruta anual tributável. Na prática, você adia imposto hoje e paga depois.
O detalhe que costuma passar batido: no resgate, o imposto incide sobre o valor total — o que você aportou mais o rendimento. Só compensa para quem de fato usa a dedução. Também exige contribuição ao INSS ou regime próprio.
Não permite dedução. Em compensação, no resgate o imposto incide apenas sobre o rendimento, nunca sobre o valor aportado.
A regra prática: declaração completa e contribuição ao INSS → PGBL, respeitando o teto de 12%. Declaração simplificada, isento ou já no teto do PGBL → VGBL. Quem quer aportar acima dos 12% costuma usar os dois em paralelo.
Tabela regressiva. A alíquota cai conforme o tempo de cada aporte, partindo de 35% e chegando a 10% após dez anos. É a menor alíquota disponível em qualquer aplicação financeira do país. Feita para quem vai deixar o dinheiro parado.
Tabela progressiva. Segue a tabela do IR de pessoa física, com retenção na fonte e ajuste na declaração. Faz sentido para quem prevê resgate em prazo curto ou espera receber uma renda mensal baixa no futuro, dentro da faixa de isenção.
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