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Seguro de vida também paga em vida

Doença grave, invalidez por acidente e afastamento do trabalho são coberturas que você usa enquanto está aqui. Montamos a apólice com você e explicamos cada cláusula antes da assinatura.

O que é seguro de vida?

Seguro de vida é o contrato que paga um capital aos beneficiários em caso de morte e, conforme as coberturas contratadas, também em vida: doença grave, invalidez permanente por acidente e afastamento do trabalho. Por lei, o suicídio não é coberto nos dois primeiros anos de vigência da apólice.

A objeção honesta: "é dinheiro que eu não vejo"

É a frase mais comum em qualquer conversa sobre seguro de vida. E ela parte de uma ideia errada: a de que seguro de vida só paga depois da morte.

Boa parte das apólices modernas paga em vida. Diagnóstico de câncer, infarto ou AVC aciona a cobertura de doenças graves. Um acidente que deixa sequela permanente aciona a cobertura de invalidez. Um afastamento do trabalho aciona a diária por incapacidade temporária.

O segundo mal-entendido é sobre o preço. Para um adulto jovem e não fumante, seguro de vida costuma custar menos por mês do que um plano de celular. A percepção de que é caro vem de quem cotou aos 55 anos — porque aí realmente é.

O que dá para incluir na apólice

A apólice é montada por blocos. Você escolhe quais entram e qual o capital segurado de cada um.

Morte

  • Morte por qualquer causa. A cobertura base, que paga o capital aos beneficiários que você indicar.
  • Morte acidental. Cobertura adicional que dobra ou soma valor quando a causa é acidente.

Coberturas que pagam em vida

  • Invalidez permanente por acidente (IPA). Paga de forma proporcional à sequela, conforme tabela da apólice.
  • Doenças graves. Paga um valor único no diagnóstico. A lista varia por seguradora e costuma incluir câncer, infarto, AVC, insuficiência renal e transplante de órgãos vitais. É a cobertura que mais muda entre seguradoras — comparar a lista importa mais que comparar o preço.
  • Diária por incapacidade temporária (DIT). Valor diário durante o afastamento por acidente ou doença. Faz muita diferença para autônomo e profissional liberal, que param de faturar quando param de trabalhar.

Apoio à família

  • Assistência funeral. Cobre custos e desburocratiza um momento em que ninguém tem cabeça para resolver nada.
  • Cônjuge e filhos. Extensão da cobertura ao restante da família.
  • Cesta básica e auxílio educação. Complementos comuns em apólices familiares e empresariais.

O que o seguro de vida não cobre

  • Suicídio nos dois primeiros anos de vigência. Prazo definido em lei, o mesmo em todas as seguradoras. Depois de dois anos, a cobertura é integral, e nenhuma cláusula pode restringi-la.
  • Atos ilícitos praticados de forma intencional pelo segurado.
  • Guerra declarada, revolução e comoção civil, salvo cobertura específica.
  • Esportes e atividades de alto risco não declarados: paraquedismo, mergulho autônomo, automobilismo, alpinismo. Declarados, quase sempre são cobertos com prêmio ajustado.
  • Doença preexistente omitida na declaração de saúde.
  • Uso de substâncias ilícitas com relação direta com o evento.
A regra é a mesma do seguro auto e do plano de saúde: o que você declara com precisão é o que garante o pagamento. Uma apólice barata com declaração incompleta não é economia. É um seguro que talvez não pague.

Quem realmente precisa

Quem tem alguém que depende da sua renda. Filhos, cônjuge, pais. Se a sua morte ou incapacidade derruba o orçamento de outra pessoa, seguro de vida deixa de ser opcional.

Quem tem dívida de longo prazo. Financiamento imobiliário, empréstimo, dívida da empresa. O capital segurado quita a dívida em vez de deixá-la para a família.

Autônomo e profissional liberal. Sem carteira assinada, não existe auxílio-doença nem estabilidade. A cobertura DIT é o substituto direto disso.

Sócio de empresa. Existem apólices que garantem à sociedade o capital para comprar a participação do sócio falecido, evitando que a empresa acabe dividida com herdeiros que não trabalham nela.

Empresas que querem reter equipe. Seguro de vida em grupo é um dos benefícios de melhor relação entre custo e percepção de valor. É exigência de várias convenções coletivas — nesse caso, deixa de ser benefício e passa a ser obrigação.

O que forma o preço

  1. Idade. O fator de maior peso. É o motivo pelo qual contratar cedo custa muito menos: a apólice trava o cálculo em uma idade mais baixa.
  2. Capital segurado. Quanto os beneficiários recebem. Uma referência comum é de cinco a dez vezes a renda anual, ajustada pelas dívidas e pelo tempo que os dependentes ainda vão precisar de suporte.
  3. Coberturas escolhidas. Cada bloco adicional entra no cálculo.
  4. Tabagismo. Fumante paga mais em praticamente todas as seguradoras.
  5. Profissão. Atividades de risco elevam o prêmio.
  6. Estado de saúde. Feito por questionário. Exames só são exigidos em capitais segurados altos ou quando o questionário aponta algo específico.
  7. Prática de esportes de risco. Declarados e cobertos, com ajuste no valor.

Quanto de capital contratar

Uma conta prática, em três partes: some as dívidas que ficariam para a família, some a renda que sustentaria a casa pelo período em que os dependentes ainda precisam de suporte, e some os custos previsíveis à frente — faculdade dos filhos, por exemplo. O total é uma boa referência inicial. Ajustamos junto com você na cotação.

Seguro de vida em grupo, para empresas

Contratado pela empresa para o time, com apólice única e custo por vida bem abaixo do individual.

  • Vida em grupo. Coberturas iguais para todos ou por faixa de cargo, com capital em múltiplos do salário.
  • Convenção coletiva. Várias categorias tornam o seguro obrigatório, com capital e coberturas mínimas definidas em acordo. A gente confere a convenção do seu sindicato e monta a apólice em conformidade.
  • Seguro estagiário. Obrigatório por lei em todo contrato de estágio. Barato, rápido de emitir, e é o item que mais aparece como pendência em fiscalização.

Como funciona a contratação

  1. Você preenche o formulário. Idade, se é para você ou para a empresa, e quantas vidas.
  2. Conversamos sobre a sua situação. Quem depende de você, que dívidas existem e o que aconteceria com o orçamento da casa em um cenário ruim. É essa conversa que define o capital.
  3. Cotamos com várias seguradoras. Você recebe as propostas com as listas de doenças graves lado a lado — o ponto onde elas mais divergem.
  4. Declaração de saúde com orientação. Preenchemos junto, sem pressa. É o que garante que a apólice pague.
  5. Emissão. A vigência começa conforme a apólice. Você indica os beneficiários e pode alterá-los quando quiser, sem custo.
  6. Revisão periódica. Casamento, filho, financiamento novo. O capital precisa acompanhar a vida.

Perguntas frequentes

O seguro de vida paga em vida?
Paga, quando a apólice inclui as coberturas para isso. Doenças graves pagam no diagnóstico. Invalidez permanente por acidente paga conforme a sequela. A diária por incapacidade temporária paga durante o afastamento do trabalho.
Tem carência?
Depende da cobertura. Morte acidental costuma valer imediatamente; algumas coberturas de doenças graves têm prazo inicial. A exceção definida em lei é o suicídio, não coberto nos dois primeiros anos. Mostramos os prazos de cada proposta antes da contratação.
Preciso fazer exames?
Na maioria dos casos, não. A contratação é feita por questionário de saúde. Exames são pedidos em capitais segurados mais altos ou quando algo no questionário exige avaliação.
Quem recebe o valor?
Os beneficiários que você indicar, em qualquer proporção que escolher — não precisa ser parente. Você pode alterar a indicação quando quiser, sem custo. Se ninguém for indicado, o valor segue a ordem legal de sucessão.
Quanto tempo demora para a família receber?
A seguradora tem prazo definido em contrato, normalmente 30 dias após a entrega completa da documentação. Nós acompanhamos o processo e ajudamos a família a reunir os documentos, que é onde o prazo costuma travar.
Posso contratar para meus funcionários?
Pode. Trabalhamos com vida em grupo, apólices por convenção coletiva e seguro de estagiário, que é obrigatório por lei.
Já tenho seguro de vida pela empresa. Preciso de outro?
Vale avaliar. O seguro da empresa acaba quando o vínculo acaba, e geralmente é justo no momento de transição que a proteção faz mais falta. Muita gente mantém uma apólice individual menor como base.
Sou fumante. Consigo contratar?
Consegue. O prêmio é maior, e é importante declarar: omitir tabagismo é motivo de recusa no sinistro. Se você parar de fumar, a apólice pode ser revista.
Posso cancelar depois?
Pode, a qualquer momento. Seguro de vida por prazo determinado não acumula reserva, então não há resgate — diferente da previdência privada, que funciona por outra lógica.

Veja também

Fontes oficiais

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